Os avanços na Medicina têm propiciado a expansão de opções para tratamentos de pele, especialmente com a utilização de técnicas a laser. No caso do surgimento de estrias, o que antes poderia ser irreversível, hoje tornou-se uma alternativa que pode regenerar áreas afetadas pelo problema. Essa manifestação caracteriza-se por alterações na superfície da pele. As estrias são conseqüência da ruptura das fibras elásticas e colágenas da pele. Se caracterizam pelo surgimento de faixas de pele atróficas, enrugadas, causadas por uma distensão exagerada das fibras elásticas. Num primeiro momento, surgem avermelhadas, a seguir de cor púrpura e, nos casos mais intensos, com coloração branca.
Ocorrem mais comumente no abdome, nádegas, coxas e nos flancos (região conhecida popularmente como cartucheira). Atingem predominantemente o sexo feminino (60%), comparativamente ao sexo masculino (40%). São observadas na gravidez, obesidade, síndrome de Cushing, tratamentos sistêmicos com corticosteróides e ACTM e tratamentos tópicos com corticosteróides fluorados. Mais recentemente, tem se observado estrias causadas por aumento exagerado da massa muscular.
Com o desenvolvimento do laser, o número de tratamentos se ampliou. Temos pelo menos cinco procedimentos viáveis, que apresentam resultados, e que devem ser recomendados por um especialista de confiança do paciente após analisar o caso pessoalmente. Eis as alternativas:
1. Aplicações de laser de CO2 fracionado: esta técnica promove a vaporização da água da pele, estimula a produção do colágeno (que é a proteína que dá sustentação à pele), cicatrização e retração da área estimulada. Ameniza as marcas deixadas pelas estrias e melhora o aspecto da região tratada;
2. Aplicações de Laser Er:Yag, que tem a finalidade de estimular a produção de colágeno. Assim como o outro proceimento, recupera a aparência da área tratada;
3. Peelings com ácido retinóico feitos pelo médico, a cada duas ou três semanas, para amenizar as marcas;
4. Uso tópico de cremes com ácido retinóico, de uso domiciliar, que podem ser aplicado pelo próprio paciente, sob supervisão médica; Há restrições em relação à exposição ao Sol;
5. Uso de cremes com vitamina C, que ajudam a estimular a formação de colágeno.
Grávidas não podem se submeter a nenhum desses tratamentos. Após a gestação, as terapias já podem ser aplicadas mesmo durante a amamentação. O melhor a fazer é usar preventivamente substâncias hidratantes potentes (óleo de amêndoas, alantoína, uréia com a finalidade de prevenir o aparecimento de novas estrias), evitar ganho de peso excessivo e aumento repentino de massa muscular.
Ricardo Fenelon, dermatologista, presidente da Sociedade Brasileira de Laser em Medicina, seccional Centro-Oeste
Fonte: Blog da Saúde

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então doutor, eu sofro uma depressão por ser tão jovem e conter estrias avermelhadas na minha barriga, queria MT mudar isso, e gostaria de saber o valor, obrigada!
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