Objeto de fetiches e conquistas, os pés são uma parte do corpo que também requer atenção especial. Não é só pela beleza ou higiene. Problemas nos pés causam um enorme desconforto. Não há quem se sinta bem com unhas encravadas, por exemplo. Ou quem não se constranja por ter chulé e precisar tirar o sapato diante de outras pessoas.
Os problemas mais corriqueiros são o engrossamento da sola, as unhas encravadas e os odores. Para cada situação, há maneiras de prevenir e alternativas viáveis de tratamento. A seguir, os problemas mais comuns e as orientações para prevenção e tratamento:
QUERATOSE – Engrossamento da sola dos pés
Um dos problemas recorrentes que atinge a sola dos pés, principalmente de quem usa sapatos por longos períodos, é o “engrossamento” da pele na planta dos pés, chamado cientificamente de hiperqueratose – adensamento da pele que reveste a planta dos pés, em função do atrito constante com o calçado e o chão. Com ela, podem surgir rachaduras nos pés.
É uma disfunção muito fácil de solucionar, pois até o velho e bom óleo de amêndoas pode ser usado para combater o problema. O ideal é aplicar essa substância, ou ainda vaselina salicilada, todas as noites, na sola dos pés, antes de dormir. O tratamento reverte a hiperqueratose.
UNHAS ENCRAVADAS
É a queixa mais freqüente no consultório dermatológico, quando o assunto é unha. O problema se manisfesta geralmente nos pés, devido ao corte inadequado. A recomendação é para manter um corte reto na unha dos pés. Quando o corte é arredondado, permitimos que o canto das unhas penetre o tecido periungueal, levando ao encravamento.
A manipulação inadequada desta unha encravada pode levar a vários problemas, incluindo até a formação de um tumor benigno, chamado granuloma piogênico. O melhor a fazer é manter um corte reto das unhas. Em caso de encravamento, evite a manipulação pela manicure. Se ainda não houver inflamação no local, um pedicuro especializado pode ajudar. Se houver qualquer manifestação infecciosa, o ideal é procurar um dermatologista de sua confiança para tratar a região.
CHULÉ
O mau cheiro causado pelo chulé é chamado cientificamente de bromidrose, que significa alteração no cheiro do suor. O pé transpira. A transpiração em si não possui cheiro algum. Mas, em contato com bactérias que se instalam na superfície da pele, o suor transforma-se em ácidos graxos voláteis que causam o mau cheiro
No caso específico do chulé, evitar sapatos fechados por uso prolongado, secar bem os pés antes de calçá-los, usar produtos anti-sépticos como talcos e desodorante e sempre que puder colocar o sapato ao sol são algumas saídas para eliminar o problema.
Dr. Ricardo Fenelon
Dermatologista – CRM 4901
Ex-Presidente da Sociedade Brasileira de Laser em Medicina e Cirurgia – Regional Centro-Oeste




tenho um calo no meus dedod dos pes