No verão, queimaduras e micoses levam mais gente ao médico

FILIPE OLIVEIRA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

O número de consultas aos dermatologistas aumenta 30% no período do verão.

Queimaduras causadas pela exposição ao sol e micoses são os principais motivos que levam as pessoas a buscar um especialista nos meses de janeiro e fevereiro, segundo os dados da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo.

Segundo a dermatologista Bruna Bravo, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, o problema de pele que mais traz pacientes para seu consultório no verão é o aparecimento ou a piora das manchas de fundo hormonal (melasmas), devido à exposição ao sol.

O tratamento dessas manchas é feito com o uso de substâncias clareadoras como hidroquinona, ácidos usados em peelings e uso de filtro solar.

Também é possível associar esses tratamentos ao uso de laser (custa cerca de R$ 1.000 a sessão).

Segundo Ricardo Fenelon, dermatologista e presidente da Sociedade Brasileira de Laser em Medicina e Cirurgia o resultado aparece entre uma e três sessões mensais, de acordo com a gravidade da mancha.

Porém, para que o tratamento tenha efeito, é necessário evitar a exposição ao sol. Por isso, Bravo recomenda realizar esses tratamentos em outras estações do ano. Já Fenelon diz que é possível tratar as manchas em qualquer época, desde que se utilize corretamente o filtro solar.

A dermatologista considera que o tratamento com laser deve ser a última opção, por ser agressivo. “O tratamento número um é o peeling. Dependendo da avaliação do dermatologista, ele pode sugerir outros”.

Para Fenelon, o problema mais comum em seu consultório são as micoses. O aparecimento delas é favorecido no verão devido ao calor e à umidade, que propiciam o desenvolvimento de fungos presentes na pele.

Entre as micoses, a mais popular da temporada é a pitiríase versicolor, conhecida como “pano-branco”. Fenelon explica que o nome vulgar não é muito adequado, porque as manchas somente são brancas nas pessoas de pele mais escura. Em pessoas de pele clara, são castanhas. São provocadas por fungos que vivem na camada superficial da pele e se alimentam da queratina. Cremes e filtros solares muito oleosos aumentam o risco de seu aparecimento.

O dermatologista alerta sobre o uso de receitas caseiras ou da automedicação. Ele explica que outra doença, a pitiríase alba, provoca uma mancha branca que pode ser agravada se tratada de maneira errada. “Ela não é uma micose, e sim uma manifestação de dermatite [inflamação] atópica [não localizada]. Nem toda a mancha branca é micose”.

Abaixo estão alguns dos tratamentos possíveis para enfrentar os problemas de agora e o modo de se prevenir para que eles não voltem.

Editoria de Arte/Folhapress

Fonte: Folha.com

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