Cecê e chulé não são falta de higiene, são bromidrose.

Não há quem não se incomode com alguns odores do corpo, como os desagradáveis chulé e cecê. Nessa época de calor, então, aumentam as chances de ter um conhecido próximo a nós com esses problemas, ou de nós mesmos virmos a exalar esses odores.

Ambas as situações são constrangedoras, mas nem sempre essas manifestações estão ligada à higiene pessoal, como muita gente imagina. Podem ser sintomas de distúrbios, felizmente curáveis. E a melhor notícia: esses incômodos podem ser evitados.

Os odores causados pelo chamado cecê e pelo chulé têm a mesma origem: a bromidrose, que é o nome científico para alterações no cheiro do suor. A transpiração em si não possui cheiro algum. Mas, em contato com bactérias que se instalam na superfície da pele, o suor transforma-se em ácidos graxos voláteis, que causam o mau cheiro.

É importante procurar um dermatologista de sua confiança para passar produtos, geralmente de uso tópico, para reverter o processo e eliminar os odores.

Para evitar esses problemas, há algumas dicas úteis. No caso específico do chulé, evitar sapatos fechados por uso prolongado, secar bem os pés antes de calçá-los, usar produtos anti-sépticos como talcos e desodorante e, sempre que puder, colocar o sapato ao sol.

Já para o cecê, as dicas são: usar sabonetes anti-sépticos na região das axilas, aplicar sempre após o banho desodorante com substâncias antibacterianas e antifúngicas e lavar bem a roupa para retirar resíduos de suor.

Dr. Ricardo Fenelon
Dermatologista
Presidente da Sociedade Brasileira de Laser em Medicina e Cirurgia – Regional Centro-Oeste
CRM 4901

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